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Paraná inicia colheita de safra recorde de grãos de verão

O Paraná iniciou a colheita de uma safra recorde de grãos de verão, alavancada pelo desempenho das lavouras de soja, milho e feijão. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento prevê que sejam colhidas 23,3 milhões de toneladas nesta safra 2016/17

Atualizado em 27/01/2017 23:32:33

“Apesar da economia desorganizada e o sentimento de desalento, o produtor investiu muito em tecnologia, porque tem a convicção do seu negócio, da sua atividade, que é a agricultura e a pecuária”, afirma o secretário Norberto Ortigara. “Com condições melhores de clima, o resultado é extremamente positivo, com expectativa de safra recorde”, diz.

Segundo ele, com o avanço e consolidação da colheita, a produtividade das lavouras pode melhorar ainda mais. “Se houver bom clima durante o andamento das três safras cultivadas no Paraná, poderemos atingir o volume de 40 milhões de toneladas de grãos em 2017, o que será outra marca recorde”, disse Ortigara.

ATUAÇÃO DO ESTADO - O secretário reiterou que esta pode ser a melhor safra dos últimos anos e atribuiu também ao conjunto de ações que vem sendo executadas pelo Estado, particularmente pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento e empresas vinculadas.

Ele citou como exemplo o programa de manejo integrado de solos e água, plantio direto com qualidade, capacitação técnica de produtores e técnicos, que proporciona um aprendizado do processo de inovação e modernização com a introdução de novas técnicas e o uso de novas máquinas. “São ações que alavancam o aumento da produtividade e facilitam o avanço do Paraná para a prática de uma agricultura de precisão no médio e longo prazo”, complementou.

Para o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Francisco Carlos Simioni, a safra paranaense chega em um bom momento e contribui para o Brasil alcançar o volume de produção de 215 milhões de toneladas, que está sendo esperado.

O Paraná, de acordo com Simioni, oferece ao mercado nacional e internacional produtos de qualidade e com preços competitivos. Por isso pode ser beneficiado pelo “efeito Trump” no mercado mundial, cujo impacto poderá favorecer o agronegócio do Brasil e da América Latina. “Dependendo da habilidade de negociação das nossas lideranças, teremos oportunidades para a conquista de novos mercados, o que trará mais renda para os produtores rurais e para a movimentação da economia como um todo”, afirmou.

SOJA - A produção de soja deverá atingir volume recorde de 18,3 milhões, apontou levantamento do Deral, referente ao mês de janeiro deste ano. Se essa expectativa se confirmar a safra será 11% maior do que no ano passado, quando o volume colhido atingiu 16,5 milhões de toneladas.

De acordo com o economista Marcelo Garrido, chefe da Conjuntura Agropecuária do Deral, a lavoura foi favorecida pelo clima bom, durante quase todo o ciclo de desenvolvimento da lavoura, e investimento do produtor em tecnologia. A colheita começou de forma um pouco lenta, porque o plantio no ano passado atrasou em função do clima frio na época. Mas a partir da próxima semana, a tendência é de aceleração e muitas máquinas estarão em campo para a colheita em praticamente todo o Estado.

“O avanço da colheita poderá revelar também uma produtividade acima da média estimada pelo Deral”, adiantou Garrido. Atualmente a produtividade prevista é de 3.497 kh/ha, 12% superior a do ano passado.

Até agora, cerca de 14% da produção a ser colhida já foi vendida, ritmo mais lento que no ano passado, quando nessa mesma época 34% da safra já estava vendida. Segundo Garrido, o produtor está capitalizado e não está ansioso por vender antecipadamente. “Ele acredita que o preço ainda pode melhorar”, disse.

PREÇO - Atualmente a saca de soja está sendo vendida em média, por R$ 67,00 no Paraná - 5,64% a menos que no mesmo período do ano passado quando a soja era vendida por R$ 71,00 a saca.

Garrido alerta o produtor que este ano a conjuntura está diferente, com prenúncio de excesso de oferta e muita especulação com relação a perdas em lavouras de soja na Argentina.

“Há uma superoferta de soja no mundo, sendo uma safra de 108 milhões de toneladas nos Estados Unidos e 103 milhões de toneladas no Brasil. Na Argentina, fala-se em perda de 5 milhões de toneladas de soja por causa de chuvas, mas isso ainda não foi confirmado”, completou.

Por outro lado, há o risco de concentração da colheita de soja a partir de fevereiro. Segundo o técnico, com medo de ocorrência de chuvas que podem provocar perdas na colheita, como aconteceu no ano passado, o produtor pode concentrar a colheita na primeira semana do mês de fevereiro, principalmente na região Oeste. Essa antecipação, com muito trabalho em determinado período, é sempre um risco para o produtor, explicou.


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